quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Meio sei lá

Eu, estrangeira onde nasci, cresci e fui criada.
Estrangeira em mim, na cabeça e no coração.
É como se o todo ao qual eu pertenço não é mais ao qual eu me identifico.
Cinco dias com ele e já quero uma vida assim.
Dormir e acordar com ele.
Passar o dia sabendo que ele vai voltar pra casa.
Meu ponto de paz em meio ao caos.
Dono do abraço que manda o medo embora. Entre seus braços só existe um medo, o de não poder estar perto.
Dono dos beijos que trazem segurança.
Se perguntarem se esse namoro da certo, só posso dizer que sim. Dá muito certo.
Tenho que dizer que sou completamente encantada com seu sorriso. Encantada com seus olhos; Com seu jeito de me olhar; É muito amor. Amor que me prende por me deixar solta.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Slam inspiração

Menina, não chora.
Se ele foi embora
É porque estava na hora
E ele foi por querer.

Apenas lembre, lá fora
Há alguém que te adora
E não quer te ver sofrer

Entendo que agora
A dor no peito mora
E te faz sufocar

Não se preocupe, pois não demora
Tudo passa em boa hora
E logo voltas a respirar

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Sobre o sermão

Domingo a noite, igreja lotada, as palavras do padre são: - "Cabeça vazia é oficina do diabo. Coração vazio é oficina do diabo. Quando éramos crianças, tínhamos um coração puro. Então crescemos e deixamos que nosso coração fosse contaminado. Quantas vezes pensamos ou sentimos algo e depois nos perguntamos o por quê de estarmos com esse pensamento, com esse sentimento? Isso acontece porque não estamos com o nosso coração aberto para Deus. Para um coração vazio, encha- o com a luz de Deus."
Eu ouvi e lembrei da semana que passou. Os sete dias em que estive com a minha cabeça vazia, com a oficina de más ideias operando a todo vapor. Com o coração perturbado, talvez um pouco mais perturbado do que a própria cabeça. u ouvi. Ouvi e lembrei do dia em que, nessa mesma situação, passei em frente a igreja e resolvi entrar. Entrei, olhei para a igreja quase vazia, haviam apenas mais duas pessoas rezando. Entrei, me ajoelhei e, antes que eu pudesse rezar, lágrimas desceram dos meus olhos. Mais lágrimas do que eu imaginei que seria capaz de chorar. Então, eu pedi: "Deus, me mostra a simplicidade nessa confusão que eu criei.". Levantei, fiz um sinal da cruz e fui embora aliviada.
Hoje, início de uma nova semana, não quero chorar, mas ainda quero pedir, mais uma vez "Deus, me mostra a simplicidade na confusão que eu criei."

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Eis em mim a consciência de que preciso te fazer ex.
Eis por ti um sentimento grande que me causa insensatez.
Eis em mim a esperança de que contigo terei  minha vez.
Já não se sei é prisão ou só falta de lucidez.

Serás  meu ex amado. Ex pensamento rotineiro.
Se o sentimento mudar e com a mudança vier senso
Que não seja nesse mês de dezembro, mas que não passe de Janeiro
Mas se em Fevereiro chegar, em Março, com afazeres, eu compenso.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Sobre idas e vindas

"De novo estou aqui e não sei o que dizer." hahaha, mentira.
Hoje tem muita coisa pra falar. Coisas até demais. E como sempre, um pouco desconexas.
O blog foi criado pra isso mesmo. Em tese para externar a bagunça da minha cabeça. Na prática, para falar de você. Afinal quem bagunça a minha cabeça mais do que você? "No one, no one"... (can get in the way of what I'm feeling for you). É isso.
Foi um ano difícil o ano de 2013, e eu não sabia como eu viveria sem você. (Pesado, não?). É claro que "viver" não está em seu sentido literal, mas em um sentido figurado, foi dificil. Quer saber? Perdi o chão, mas no fim, fiquei bem.
E de que importa isso agora? Importa que eu demorei um ano para poder me desprender da força do que eu sentia por você (não digo que o sentimento acabou, mas deixou de ser tão dominante); demorei um ano para me permitir conhecer outras pessoas; um ano para aprender a viver sem ter você, pra entender que a vida segue.
Quando finalmente consegui, um pouco, mas consegui, você voltou. A porta estava aberta, eu sei. Sempre esteve. Voltou sentou no sofá e quase pegou o controle da minha vida de novo. Voltou com todas as palavras que eu quis ouvir no passado. Eu acreditei, balancei, mas resisti. Voltou dizendo não acreditar no que eu sinto/senti, mas que sabe que um dia foi verdade. (Sabe de uma coisa, você viu que era verdade e também não acreditou na época.)
Hoje, dois anos depois, você me deixou de novo. Me deixou pior do que em 2013, e dessa vez foi por querer. Mas, de novo você voltou e eu, mais uma vez, deixei a porta aberta.
Eu ainda não sei o porquê. Não sei porque eu deixo você ir voltar quando quer. Não sei porque fico sempre nos extremos. Muito feliz quando vem e muito mal quando vai. Eu sei que agora estou vendo você se afastar. Vai me deixar. Não vai se despedir. Eu queria me preparar pra isso, mas na verdade estou sofrendo antes de acontecer.
Mas por que? Me diz você, se é que você sabe.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

É um contentamento descontente.

Há quem acredite que ele nasce à primeira vista. Uns dizem senti- lo em um simples toque. Outros esperam que ele venha com o tempo.
Alguns pensam que ele só pode surgir entre um homem e uma mulher; porém, muitos defendem que ele, também, exista entre dois homens ou duas mulheres.
Os de dali acham que serve somente para duas pessoas. Os de lá julgam que ele possa vir acompanhado do prefixo poli. Aqueles, de outras bandas, contaram que ele só pertence às progenitoras.
Tantos falam que ele é tão forte que supera qualquer coisa. Supera o tempo, a distância, os desentendimentos... Poucos duvidam de sua existência.
Os poetas tentaram descrever, mas o sentimento é tão complexo que, talvez, houveram de se conformar em sentir.
Eu, no meio de todos esses citados acima, crentes e descrentes, cada um à sua maneira, quero dele boas lembranças e que as ruins sejam passageiras.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Uma de Matheus Silva

"Hoje o meu coração vive na escuridão. É um castigo..."

Para transformar "nossa" história em metáfora, vou compará - la há uma viagem aventureira em um ônibus da metrópole.
A semelhança começa por eu ter embarcado sem ao menos ler o letreiro que indica o percurso do ônibus, assim como nesse "relacionamento". Não questionei quanto ao tempo estimado para chegada da ultima parada, e não fazia ideia de onde é que o coletivo pararia.
Passei deslumbrada há cada rua que esse ônibus passa, e você, motorista, sempre muito gentil ao me mostrar a beleza no caminho.
Não perguntou onde eu iria descer, e eu esperei que me avisasse quando chegasse ao ponto final.
Não o fez. Não me falou que a viagem havia acabado. Desligou o ônibus e desceu, apenas. Eu perdida, não tive alternativa a não ser descer do ônibus já desligado. Perdida, sem saber onde desci.
Agora, têm uma nova passageira nessa viagem. Me parece que ela conhece o caminho.
Mas eu, estou aqui no ponto final. Curiosa para saber onde é/como foi que a minha viagem acabou.